quarta-feira, 23 de março de 2011

Surgem os primeiros diretores de publicidade para iPad

A explosão do uso de dispositivos móveis (tablets como o iPad, Kindle, Sony Reader, entre outros) está levando à criação de um perfil profissional até agora inexistente: o diretor de publicidade para dispositivos móveis
Nos EUA, por exemplo, o grupo Hearst, que reúne numerosos títulos de revistas e jornais, nomeou recentemente um diretor específico para essa função.
É inevitável que isso se torne uma rotina daqui por diante. Revistas que passaram a ser oferecidas em versões para iPad têm adotado equipes próprias para negociar a publicidade de suas versões móveis. Os formatos dos anúncios são completamente diferentes entre si. Evidentemente, são mais sofisticados nas versões para os tablets, pois são interativos e incluem links para sites da empresa ou vídeos.
Ainda não chegou o momento em que um contrato de publicidade de um veículo impresso inclua também sua veiculação na versão mobile. Até o momento, esses contratos estão sendo negociados à parte.
De todas formas, como há uma diferença muito grande entre os dois formatos, é natural que surjam profissionais de publicidade específicos para comercializar e gerenciar os anúncios publicitários nos aplicativos móveis. Em breve, a tendência será que isso ocorra também entre os editores de conteúdos.
De fato, quanto mais a versão para iPad for diferenciada em relação à impressa, mais haverá essa demanda. Isso não está ocorrendo ainda. Versões para o tablet da Apple tem sido elaboradas por diagramadores, e não por jornalistas.
Contudo, quando o dispositivo da Apple, entre outros concorrentes, alcançar uma maior nível popularidade (e isso tem tudo para acontecer), deverão surgir serviços informativos bem mais sofisticados que os oferecidos nas versões impressas.
A adaptação - ou mesmo a criação de conteúdos específicos para tais dispositivos - é trabalhosa pois possui um grau muito superior de potencialidades interativas e de formatos multimídia. E por possuírem telas do tipo touch, seu grau de sofisticação chega a ser superior ao da web. Quem já viu como é entende por quê.

Por: Thiago do Monte

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